Sete séries que buscaram o trono de stranger things, mas falharam

Após a explosão de popularidade de “Stranger Things” em 2016, uma onda de produções com temáticas similares invadiu as plataformas de streaming. A busca era clara: replicar o sucesso da fórmula que combinava mistério, nostalgia adolescente e elementos sobrenaturais. Algumas séries se aproximaram do objetivo, enquanto outras ficaram pelo caminho, incapazes de atingir o mesmo impacto cultural.

“Dark”, produção alemã, foi apresentada como uma versão mais madura de “Stranger Things”. No entanto, a série enveredou por caminhos distintos, explorando viagens no tempo complexas e um clima sombrio, distanciando-se da leveza e do carisma do grupo de Hawkins. Embora tenha conquistado uma base de fãs fiel e se tornado um estudo de caso, “Dark” nunca alcançou o reconhecimento mainstream.

“I Am Not Okay With This”, estrelada por Sophia Lillis, possuía elementos que a aproximavam do universo de “Stranger Things”: poderes sobrenaturais, conflitos adolescentes e uma estética indie. A série, que explorava as dores da adolescência e o autoconhecimento, foi cancelada precocemente devido a circunstâncias externas, frustrando as expectativas em torno de seu potencial.

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“Locke & Key”, com sua casa misteriosa, adolescentes curiosos e elementos de magia e drama familiar, também tentou surfar na onda de “Stranger Things”. No entanto, ao tentar agradar tanto o público jovem quanto os fãs das histórias em quadrinhos originais, a série perdeu força, suavizando elementos sombrios essenciais da obra original.

“O Instituto”, adaptação de uma obra de Stephen King, parecia inspirar-se nos elementos que “Stranger Things” havia tomado emprestado do autor: crianças com poderes, um governo sombrio e instalações secretas. Apesar da tensão e dos personagens fortes, a série carecia dos laços afetivos que tornaram “Stranger Things” tão popular.

“One Piece”, por sua vez, foi vendida como o próximo grande universo da plataforma, com aventura, emoção, humor e uma base de fãs gigantesca. No entanto, a série nunca teve a intenção de ser uma produção sobrenatural adolescente, distanciando-se da temática de “Stranger Things”.

“Paper Girls”, com sua visão feminina, ácida e cheia de viagens temporais, também tentou conquistar o público. Com um elenco forte, estética retrô e uma vibe caótica, a série misturava ficção científica com drama adolescente. No entanto, foi cancelada precocemente, tornando-se um “e se?” eterno.

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“Goosebumps (2023)”, por fim, entendeu a fórmula de “Stranger Things”: grupo de adolescentes, clima sobrenatural leve e humor misturado com sustos. No entanto, ao seguir essa fórmula de forma tão certinha, acabou perdendo sua identidade, arriscando pouco e jogando sempre seguro.